Feira gera US$ 3,3 milhões para marcas brasileiras

Que tal estar entre marcas brasileiras em um feira estrangeira e participar de um faturamento de mais de 3 milhões de dólares.

A participação de 23 marcas brasileiras na 83ª edição da Expo Riva Schuh, realizada em Riva Del Garda (Itália), confirmou as expectativas de aumento nas vendas de calçados in loco com relação à edição do ano passado. No total, os brasileiros, que estiveram na feira apoiados pelo Brazilian Footwear, comercializaram quase 213 mil pares de calçados por US$ 3,3 milhões, resultado 22% superior ao registrado na mostra de 2014.

Isso mostra que a crise econômica é apenas local?

Para a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Juliana Kauer, a feira foi satisfatória, especialmente levando em consideração os resultados dos últimos dois anos. “Mesmo com chuva, os corredores estiveram lotados a maior parte do tempo, sendo que os nossos expositores tiveram um número significativo de atendimentos. Conforme reportado para a organização, foram 465 contatos, 240 deles novos, número superior à edição anterior”, avalia a analista. Segundo ela, a previsão de negócios para as marcas brasileiras participantes nos próximos seis meses é de US$ 17 milhões.

Marcas Brasileiras faturam mais de 10 milhões de reais

Expositores de marcas brasileiras destacam que a feira proporcionou a abertura de novos clientes, com movimento importante em todos os dias do evento. Segundo um deles, a aceitação da coleção de primavera-verão da marca alavancou bons negócios para a empresa. “Abrimos novos mercados na Noruega e na Itália”, comemora.

Para outro expositor a coleção de verão aceita pelo mercado foi fundamental, embora as vendas tenham sido prejudicadas pela desvalorização do euro frente ao dólar.

O exemplo do crescimento das vendas frente aos anos anteriores e a perspectiva de aumentar para mais de 17 milhões de dólares em novos mercados europeus é uma mostra que o mercado brasileiro tem alternativas para a desaceleração econômica.

É uma oportunidade de conhecer novos mercados e sair da zona de conforto nacional. Quem sabe é o momento que o mercado calçadista brasileiro precisava para poder crescer diante dos concorrentes internacionais. Devemos lembrar que nossos concorrentes são marcas na maioria e nem sempre fabricantes, pois terceirizam para países do “terceiro mundo”. Ou seja, se as marcas brasileiras crescerem poderemos ter um país mais forte e com mais empregos.

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